sábado, 3 de outubro de 2009

DIETA MEDITERRÂNICA - A MAIS SAUDÁVEL


A ausência de lacticínios e da carne de vaca, bem como da carne de porco, tornam a dieta mediterrânica mais pobre em gorduras saturadas que o tipo de alimentação usado nos países do norte da Europa e na generalidade dos países desenvolvidos.
O uso de azeite como única gordura alimentar oferece uma grande quantidade de óleos monoinsaturados, que são protectores cardiovasculares. Os óleos refinados de cereais e oleaginosas (milho, soja, amendoim) são agravantes das doenças cardiovasculares e de todas as doenças inflamatórias crónicas.
O abundante uso de legumes, verduras e frutas frescas permite a ingestão de elevadas quantidades de fibras alimentares. Estas mantêm uma flora intestinal saudável, permitem a eliminação de parte da gordura alimentar excessiva, ajudam a manter o colesterol dentro de valores correctos, previnem o cancro do intestino e combatem a obesidade.
A par das frutas, verduras e legumes, a grande quantidade e variedade de ervas aromáticas usadas como tempero de uma forma quotidiana fornecem uma considerável fonte de nutrientes antioxidantes – vitaminas, quercetina, outros flavonóides – que são, em conjunto, eficazes protectores das doenças cardiovasculares e degenerativas.
O consumo moderado, mas regular, de vinho completa a oferta regular de importantes antioxidantes - resveratrol, polifenóis – que completam toda a acção protectora face às doenças crónicas degenerativas.
A presença quotidiana de peixe nas refeições dos habitantes da bacia do Mediterrâneo dá-lhes uma apreciável quantidade de óleos polinsaturados ómega 3 que são um elemento indispensável para a protecção cardiovascular e para prevenção das doenças associadas ao envelhecimento cerebral, bem como ajudam a diminuir a gravidade das doenças inflamatórias e auto-imunes.
As frutas secas e oleaginosas completam a benéfica oferta de óleos polinsaturados essenciais na alimentação humana.



sexta-feira, 29 de maio de 2009

INDICADORES DE SAÚDE - PERCENTAGEM DE MASSA GORDA

Como se mede a percentagem de massa gorda?

- Aparelho de bioimpedância: passagem de uma corrente eléctrica alternada mínima, calculada a partir do peso e altura da pessoa.


Qual a importância desta medição?

- Avaliação muito útil: nem sempre um peso excessivo para a altura corresponde a uma situação de gordura corporal excessiva. Exemplo: atletas

Medição da percentagem de massa gorda
Amostra escolar


INDICADORES DE SAÚDE - IMC

O que é o IMC?
O índice de massa corporal (IMC) é um medida internacional para calcular o grau de obesidade de uma pessoa.



MEDIÇÃO DO IMC

AMOSTRA ESCOLAR

MATERIAL E MÉTODOS:
Foram avaliados 29 indivíduos de ambos os sexos (51,7 % do género feminino e 48,3% do género masculino) relativamente ao valor do IMC e da percentagem de massa gorda.
Estatura
A estatura foi avaliada por indicação directa dos intervenientes.
Massa corporal
A medida da massa corporal foi feita em balança com precisão de 100 gramas.

RESULTADOS:
A idade média desta população foi de 58 anos com um desvio padrão de 13,3 anos.
Mais de 70% dos indivíduos apresentou peso normal, sendo o índice de massa corporal (IMC) médio de 18 kg/m2.







INDICADORES DE SAÚDE - MEDIÇÃO DA TENSÃO ARTERIAL

O que é a hipertensão arterial?
A hipertensão arterial é uma doença caracterizada por uma elevação crónica da tensão arterial, sendo um factor de risco para várias doenças cardiovasculares.

Quais os factores que aumentam o risco de sofrer de hipertensão?
- Antecedentes familiares;
- Idade (a incidência de hipertensão aumenta com a idade);
- Ingestão excessiva de sal ou de álcool ;
- Sedentarismo.

Quais os sintomas da hipertensão?
- Dores de cabeça;
- Tonturas;
- Zumbidos;
- Aumento dos batimentos cardíacos.


Medição da tensão arterial

Amostra escolar

INDICADORES DE SAÚDE - MEDIÇÃO DA GLICEMIA

O que é a diabetes?

Doença crónica: aumento dos níveis de açúcar (glicose) no sangue e incapacidade do organismo em transformar toda a glicose dos alimentos.
Classificação: diabetes tipo 1 ou 2.
Diabetes 1 (crianças e jovens): não está relacionada com os hábitos de vida errados, mas com a falta de insulina.
Diabetes tipo 2 (idade adulta): o tratamento, geralmente, é feito com a adaptação de uma dieta alimentar e de actividade física regular.



Valores referência de acordo com a Associação Americana de Diabetes

Glicemia de Jejum: Teste realizado após 8 a 10 horas sem alimentação

Menor que 70 – Níveis baixos de açúcar
70 a 125 mg/dL – Valores recomendados
Maior que 126 mg/dL – Valores elevados



Glicemia Pós-Prandial: Teste realizado após 1 a 2 horas da alimentação

Menor que 90 – Níveis baixos de açúcar
90 a 180 mg/dL – Valores recomendados
Maior que 180 mg/dL – Valores elevados


MEDIÇÃO DA GLICEMIA

AMOSTRA ESCOLAR

•MATERIAL E MÉTODOS:
•Foram avaliados 123 indivíduos de ambos os sexos (67,5 % do sexo feminino e 32,5% do sexo masculino).

•RESULTADOS:
•A maioria dos avaliados tinha idades compreendidas entre os 16 e 20 anos.
Mais de metade dos indivíduos apresentou valores recomendados de glicemia, tendo sido registados casos consideráveis(46,3 %) de níveis abaixo do normal.


INDICADORES DE SAUDE - MEDIÇÃO DO COLESTEROL

O que é o colesterol?



• Substância gorda presente em todas as células
• Produzido pelo fígado
• É importante para a vida, em pequenas quantidades

O excesso de colesterol leva a um mau funcionamento das células, deixando que a gordura se deposite nas artérias, o que leva à sua obstrução.



MEDIÇÃO DO COLESTEROL
AMOSTRA ESCOLAR

•MATERIAL E MÉTODOS:
•Foram avaliados 76 indivíduos de ambos os sexos (69,7 % do género feminino e 30,3% do género masculino).
•RESULTADOS:
•A maioria dos avaliados tinha idade superior a 40 anos.
•A maioria dos indivíduos apresentou valores desejáveis de colesterol (> 50%).




domingo, 24 de maio de 2009



Dia Nacional da Luta Contra a Obesidade

Cerca de 5 milhões de portugueses têm peso a mais

O mais recente estudo realizado em Portugal sobre a incidência da obesidade revela dados alarmantes: mais de metade da população tem excesso de peso, e destes 14,2 por cento são casos de obesidade. Ou seja, no nosso país existe já mais dum milhão e meio de obesos, a quem o Serviço Nacional de Saúde não consegue dar uma resposta adequada.A obesidade, que a Organização Mundial de Saúde considera “a epidemia do século XXI”, é uma doença crónica e constitui um dos mais graves problemas de saúde pública que o nosso país enfrenta. Apesar da incidência ter aumentado para o triplo nos últimos vinte anos, o tratamento da patologia continua a não ser comparticipado, e o SNS só consegue tratar os casos muito graves, a denominada “obesidade mórbida”. Em Portugal, o excesso de peso atinge também crianças e jovens e é já motivo de preocupação. A prevalência da pré-obesidade e obesidade em idade pré-escolar, escolar e adolescente é de 31 por cento, com 10 por cento de casos de obesidade.Os problemas decorrentes da obesidade ultrapassaram a questão estética. A patologia está relacionada com um maior risco de doenças e de mortalidade precoce. Nas doenças associadas destacam-se a diabetes tipo 2 e as doenças cardiovasculares. A diabetes tipo 2, que em cerca de 80 por cento dos casos ocorre em obesos, tem prevalência crescente e neste momento já atinge crianças e adolescentes. As doenças cardiovasculares relacionam-se com estas duas condições – obesidade e diabetes – e são, a par do cancro, uma das grandes causas de mortalidade precoce.Assim, em 2009, o dia 23 de Maio, Dia Nacional da Luta Contra a Obesidade, transforma-se, por iniciativa da ADEXO - Associação dos Obesos e Ex-Obesos de Portugal, em Dia Nacional de Luto pela Obesidade. Carlos Oliveira, presidente da ADEXO, afirma que “estamos de luto pelas cerca de 9 mil pessoas com obesidade que, desde 2004, morreram e continuam a morrer nas listas de espera para consulta e nas listas de espera para cirurgia de tratamento da obesidade. Estamos de luto, não porque não se tenha feito nada, mas sim porque nada do que está feito que necessite de investimento é implementado pelos serviços do Ministério da Saúde”.
• Em Portugal, a taxa de prevalência da pré-obesidade e obesidade é de 53,6 %
• 14% dos Adultos tem obesidade
• 1,4% dos adultos tem obesidade mórbida
• 31 % das crianças e adolescentes portugueses têm excesso de peso
• A obesidade é a “epidemia do século XXI”


Fonte:LPM Comunicações
[Fim de Notícia]